segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Meia Maratona Sevilha


Mais uma jornada espectacular dos Amigos do Vale do Silêncio, desta ver na Andaluzia durante a corrida da Meia Maratona Sevilha / Los Palácios e Vila Franca. 6 foram os atletas que participaram nesta excelente prova que se realiza anualmente e sempre uma semana antes das comemorações do Natal. Foi a 1ª vez que nos deslocámos para lá em total autonomia de meios de transporte, anteriormente tinha acontecido deslocarmo-nos de Autocarro, desta vez utilizámos meios próprios e está bom de ver que as coisas assim até funcionam a contento  e à vontade de cada um. Claro que os percalços acontecem sempre e quando menos se espera, mas quando se leva essas ocorrências para a paródia acaba por enriquecer o excelente convívio que tivemos oportunidade de partilhar nesta deslocação Internacional por terras de Espanha. Do Grupo 2 eram estreantes a fazer esta Meia Maratona: o José Rebocho e o Filipe Ramalho, os outros 4 já por lá tinham passado em anos anteriores: Joaquim Adelino, Hernâni Monteiro, Rui Pacheco e Luís Pedro, há última da hora o Paulo Portugal roeu a corda e enviou mensagem tardia a dizer que decidira não ir, claro que isto causou transtornos a quem se deslocou e os custos individualmente acabaram por subir, em frente... Partimos sem ter conseguido marcar Hotel mas íamos esperançados em conseguir arranjar dormida para a noite de Sábado. Por sorte encontrámos um Hotel (Santa Cruz) ali mesmo a 50 metros do local da chegada da prova a um preço muito acessível, um grupo de atletas de Madrid tinha desistido da prova e desmarcaram a reserva, chegámos na altura certa e tivemos direito a banho no final da prova, espectacular. Na véspera o GPS? pregou-nos a partida ao levar-nos por uma estrada, depois de Sevilha, que devia ir directamente para Los Palácios e encaminhou-nos para outra povoação que dista 13 kms daquela. Cá para mim o GPS nada tem a ver com aquilo, mas sim quem ia a ler o percurso a ter em conta e o seu ajudante que ia ali sentado à sua direita, eu como ia sentado no banco de trás não tinha voto na matéria e por isso quando lá chegámos parecia que estávamos em Los Palácios, puro engano e para agravar a situação o "ajudante" decidira  desligar o GPS???, voltas e mais voltas até que ouve alguém que nos disse que estávamos a 13 kms do nosso destino, e  zás mal lá chegámos foi logo à primeira, e depois a culpa foi do GPS...
Assinalamos mais 2 recordes pessoais na Meia Maratona neste grupo de atletas do nosso Clube que se deslocou a Sevilha, o Luís Pedro que trouxe o seu recorde para a 1,17,06h. e o Filipe Ramalho que o fixou em 1,39,48h. Os restantes realizaram a sua prova dentro aproximadamente das suas possibilidades actuais, destacando mesmo assim a prestação do Rui Pacheco que com a sua marca de 1,13,19h. conquistou um brilhante 19º na classificação geral e um honroso 6º lugar no seu escalão de Sénior.
Uma nota merecida e que gostaria de aqui deixar, o nosso "emprestado" João Vaz mais uma vez demonstrou a sua grande capacidade de atleta ao arrancar um 6º lugar da Classificação geral e o 1º lugar no seu escalão de mais de 40 anos.
Autor do texto
Estes resultados também se ficam a dever ás excelentes condições climatéricas onde predominava no início alguma frescura (como é hábito), uma leve brisa e o despontar do sol sem castigar ao longo de quase todo o percurso. De assinalar ainda a extraordinária recepção do povo de Los Palácios que mais uma vez veio para a rua e ao longo de 3 kms não se cansou de nos dar incentivos numa altura em que bem necessitamos.
Apesar da distância a percorrer para lá chegar, das dificuldades que o percurso nos oferece e pela hospitalidade e apoio que recebemos daquela gente devemos acarinhar e incentivar a deslocação de mais Amigos a conhecer uma prova que é e será sempre espectacular.

Resultados:
20º Rui Pacheco 1h13'57
56º Luís Santos 1h17'06
1523º Filipe Ramalho 1h39'48
1617º Hernâni Monteiro 1h41'31
2464º Joaquim Adelino 1h54'08
José Rebocho 2h08'16

G.P.Natal


Uma mensagem do Paulo Portugal! Quer boleia, já sei. Mas ele não era para ir a Sevilha? Deixa cá ver o que é que manda: «Amigo, dás-me boleia amanhã para o GPN?». Combinámos a hora e o local. Por acaso desta vez foi pontual. Fiquei admirado mas não disse nada.
Às oito e meia estávamos nos Restauradores. O Paulo levantou dinheiro numa caixa multibanco para trocar por um dorsal, caso fosse necessário. Entrámos numa pastelaria. Ele tomou o pequeno-almoço, e eu aproveitei para ir à casa de banho. Ainda tive direito a um café.
Nessa altura os termómetros marcavam sete graus.
Equipámo-nos. Como ainda era cedo, fomos a pé, nas calminhas, esfregando as mãos frias, até ao local da partida, situada no Saldanha. Antes de chegar ao Marquês encontrámos o amigo António Fernandes. Numa amena cavaqueira lá fomos os três.
Há dias de sorte e pessoas com sorte. O Paulo Portugal hoje teve uma sorte danada, a primeira pessoa a quem se dirigiu perguntando se tinha um dorsal a mais, respondeu-lhe que sim.

No Saldanha, à sombra não se podia estar com o frio. As portas estavam abertas e fazia uma corrente de ar desagradável. Como os lagartos, os mais friorentos procuravam um sítio soalheiro para se aquecerem. Foi isso mesmo que nós fizemos. E foi aí, encostados a um prédio, que o amigo Armando Almeida e a amiga Gabriela, nos encontraram. Aproveitámos para tirar a foto da praxe. Faltava ainda o amigo Luciano Tomás, que acabou por não aparecer.
Dado o tiro de partida, cada um de nós impôs o seu próprio ritmo. No final estávamos todos satisfeitos por termos concluído a prova sem problemas e ainda por cima com tempos abaixo do previsto.
Este fim-de-semana foi pródigo na participação de corridas para os Amigos Vale Silêncio: A meia maratona de Sevilha, a São Silvestre do Sado e o Grande Prémio de Natal. Esta é a estória do GPN, a meia maratona e a São Silvestre vão ter as suas com certeza.
Os tempos são os seguintes:
Leonel Neves – 34`19``
António Fernandes – 41'07
Armando Almeida – 37`35``
Paulo Portugal – 45` 45``
 Texto: Leonel Neves



domingo, 18 de dezembro de 2011

S.Silvestre Sado

Numa noite agradável fomos até Praias do Sado que nos recebeu com um "divirtam-se" e realmente assim foi.
Uma prova organizada por "gentes" da terra que procuram receber bem quem os visita a prova foi realmente uma boa surpresa, uma procissão no inicio da competição(nunca tínhamos visto) e fogueiras ao longo do percurso para aquecer as pessoas que nos aplaudiam, numa noite que não esteve muito fria e um percurso bem traçado com dificuldades para ultrapassar e fazer a diferença entre quem treina e vive sentado no sofá.
Uma organização esforçada com prémios para os primeiros e últimos e entre taças e medalhas entregaram, patos, coelhos e pombos vivos realmente foi uma prova diferente!!
A nossa representação esteve entregue a 10 amigos e que estiveram em grande nível
No final um banho e um pequeno lanche confortou toda a comitiva.
Individualmente o Pedro com o seu 4º lugar na geral foi o nosso melhor representante mas não podemos esquecer as excelentes provas do Hugo,Inocêncio, Póvoa,Tiago,Lopes,Ricardo,Moga e o Emílio(ainda a recuperar da sua caminhada na maratona de Lisboa) .
Colectivamente foi muito bom ver entre o nosso quarteto a ansiedade quanto ao resultado final...excelente 3º lugar que nos deixou muito contentes e que eles fizeram questão em receber juntos.
De realçar a estreia no podium do Hugo e do Pedro e desejamos que seja a primeira de muitas presenças.
Resultados
Pedro Arsénio  31'50
Hugo Adelino 32'51
João Inocêncio  32'54
Paulo Póvoa 34'15
Tiago Silva 35'25
Luís Lopes 36'07
Ricardo Pereira 45'06
José Moga 45'47
Fernando Silva 46'18
Emílio Gonçalves 50'48

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Maratona,meia e estafeta de Lisboa


Cada prova sua história com personagens, com espaço e com tempo próprios. O espaço
e o tempo variam de história para história, enquanto os personagens, quer colectivos, quer
individuais são quase sempre os mesmos.
Reportando-nos à história da prova em apreço (prova três em uma, a saber, a maratona,
a maratona por estafetas e a meia maratona de Lisboa), uma autêntica epopeia composta por
três cantos, correspondendo o primeiro à maratona, o segundo à maratona por estafetas e
o terceiro à meia maratona, importa referir o heroísmo do Joaquim Adelino e do Emílio, que
se aventuraram na maratona e concluíram-na com êxito; o Excelente resultado alcançado na
estafeta (6º lugar por equipas), onde brilharam o Rui Pacheco, o Luis Santos, o Hugo Adelino e
o Pedro Arsénio dando o seu melhor, e, finalmente, a abnegação dos meio maratonistas, que
fizeram das tripas coração para dignificarem o grande clube Amigos Vale Silêncio.
O espaço onde decorreu a acção condiz com alguns dos sítios mais bonitos e simbólicos
de Lisboa, evidenciando-se o Cais do Sodré, Belém, a Praça do Comércio, a Praça da Figueira, o
Martim Moniz, o Chile, o Areeiro e o Estádio 1º de Maio.
No final, cada um tinha a sua própria história da prova para narrar, nas quais contavam
obrigatoriamente o convívio com os amigos e conhecidos, o prazer de participar, as
dificuldades sentidas durante a prova, os estratagemas para enganar o cansaço, os ânimos
transmitidos pelas pessoas que ao longo do percurso assistiam à passagem dos atletas, as
imagens que mais chamaram a atenção, como a Torre de Belém, o Jardim, o Monumento aos
Descobrimentos, o CCB, o Tiranossauro Rex que jazia, majestoso, frente ao CCB e a alegria de
chegar ao fim.
Os tempos e as classificações individuais e colectivos são os seguintes:
Joaquim Adelino –1068º-4h37'36
Emílio –1142º-4h56'42
João Inocêncio – 9º - 1h 21m 05s
Leonel Neves – 99º - 1h 32m 33s
José Jacob – 333º - 1h 41m 09s
Luciano Tomas – 454º - 1h 45m 51s
Fernando Silva – 712º - 1h 52m 49s
José Moga – 870º - 1h 58m 17s
António Fernandes – 871º - 1h 58m 17s


Estafeta – Equipa 6ª classificada em mais de 100 equipas

texto: Leonel Neves

domingo, 27 de novembro de 2011

24º G.P. Mendiga



O dia acordou com o sol a cumprimentar o "fado" e a sua aprovação como património da humanidade.
Para nós "Amigos" de tudo que é português , fomos a descoberta de uma terra entre serras e que poucas estradas a cruzam de nome, Mendiga. Confesso que para mim foi a primeira vez que me cruzei com as suas gentes mas não tenho vergonha em escreve-lo, fiquei seu admirador, porque numa pequena vila as grandes organizações só são possíveis quando o seu povo diz "presente" e foi o que eu vi, na estrada dezenas de voluntários cuidavam para que a nossa presença fosse para repetir , nos cruzamentos nos abastecimentos e em tudo o resto para que os atletas só se preocupassem eu correr e durante o almoço a quantidade de pessoas que ajudavam a que rapidamente os esfomeados se entretivessem a dar umas garfadas nas palavras das suas aventuras, mais heróicos depois de uns belos copos de tinto da zona.
Excelente organização e um bom almoço e uma bonita entrega de prémios só possível porque por quem ali habita assim o deseja.
Para a nossa equipa foi mais um dia para recordar, sem os nossos elementos mais rápidos fomos uma equipa que disse presente e em bom numero . Uma referencia para o Filipe que com ajuda do Marco melhorou as suas marcas aos 10 e 15 e em bom plano o Luciano que teima em nos surpreender,  na classificação colectiva um  37º em 47 equipas presentes mas muito orgulhosos da nossa presença.
Resultados
220º-Filipe Ramalho 1h13'36
221º-Marco Melo 1h13'36
278º-Luciano Tomás 1h18'08
305º-Hernâni Monteiro 1h20'13
319º-Fernando Silva 1h21'24
336º-António Fernandes 1h22'45
376º- José Moga 1h26'52
380º-Joaquim Adelino 1h28'15
407º-José Rebocho 1h34'46
fotos da mendiga

terça-feira, 22 de novembro de 2011

1ª corrida D.Dinis, Odivelas

Como observador e "repórter" de fim de semana fiz uma pausa nas minhas corridinhas e acompanhei a Equipa de todos nós no dia 20 de Novembro a Odivelas que foi participar naquela que seria a 1ª prova organizada pela sua Cãmara Municipal com o pretexto de comemorar o 13º aniversário da criação do seu município. À chegada fiquei surpreendido com a beleza daquele local situado ali mesmo ao lado da casa dos Bombeiros Voluntários de Odivelas, o pensamento imediato levou-me a muitos anos atrás e reviver e ao mesmo tempo lembrar o estado de total abandono a que aquele local esteve sujeito durante muitos anos, qualquer pinga de água que caísse e a Ribeira deitava fora, ainda me lembro das cheias de 1962 que naquele local invadiram as casas matando ali mais de uma dezena de pessoas. Agora estava lindo, passeios ao longo da Ribeira, galinholas e patos bravos banhavam-se ao mesmo tempo que se iam alimentando em perfeita harmonia com o meio ambiente onde lhes era indiferente a presença humana, dando a entender tratar-se de um local que é respeitado e protegido pelas pessoas que lá vivem e pelos seus visitantes.
Creio que foi após a criação do Concelho de Odivelas que se transformou aquela zona que deixou de ser um antro de mau cheiro e empestado de mosquitos e outros tipos de bicharada para ser um local de lazer por excelência. Foi neste ambiente que foi montado o palco da realização da prova, apoio, partida e chegada. 
A nossa equipa constituída, salvo erro por 12 atletas, honrou com a nossa presença o nascimento de mais uma competição com o pretexto de comemoração de mais um aniversário da Autarquia, o curioso é ter sido só ao 13º ficando nós na expectativa que aí venham o 14º, o 15º e por aí fora, pois só assim se fortalece uma ideia e um objectivo onde todos têm a ganhar, prestígio e o lançamento de novo da ideia que o desporto é mesmo para todos refazendo os pontos de referência que Odivelas já teve no passado nesta bonita modalidade que é o Atletismo.
Tal como ficou documentado a nossa equipa mais uma vez deixou boas referências através do bom comportamento de todos os seus atletas, não tenho dúvidas que todos deram o seu melhor, as marcas que alcançaram e a dureza da prova justificam a satisfação que eu vi estampado no rosto e nos comentários que eu ia ouvindo de cada um. Estes resultados individuais provam que com trabalho e dedicação se conseguem atingir os objectivos de cada um. Nesta prova cheia de dificuldades deu para ver que cada um dos nossos atletas, do mais rápido ao mais lento têm vontade de continuar a progredir, para isso bastou a observação que fiz no rosto de cada um quando se aproximavam da meta ao não regatearem mais um pouco de esforço para ganhar mais um segundo que fosse. É desta forma que a nossa equipa se vai reforçando, não de quantidade mas sim de qualidade e a forma abnegada como todos se enquadram neste espírito de equipa melhorando a cada dia o seu empenho e dedicação arrastando atrás de si esta referência AVS já bem conhecida por todos os cantos do nosso Portugal.
Texto: Joaquim Adelino
Resultados
7º-Pedro Arsénio 34'15
10º-Hugo Adelino 35'00
94º-Leonel Neves 41'44
228º-Armando Almeida 45'49
243º-Luciano Tomás 46'28
249º-Filipe Ramalho 46'25
273º-Hernâni Monteiro 47'10
340º-José Moga 48'52
341º-Fernando Silva 48'58
342º-António Fernandes 49'00
572º-José Rebocho 56'58 
Por equipas 8º em 46 equipas classificadas
 Fotos Armando e Gabriela
Fotos J.Adelino

domingo, 13 de novembro de 2011

Meia maratona Nazaré

Foi um dia de muita chuva e trovoada, "os deuses estavam zangados" com os atletas e organizadores da 37ª Meia Maratona Internacional da Nazaré, bonita idade para uma prova desportiva .
A Nazaré como sempre recebeu bem a organização rápida na entrega dos dorsais o mesmo já não se pode dizer da entrega dos prémios, algo confusa e muito lenta
Os nossos atletas estiveram ao seu melhor nível, muitos bem proximos das suas melhores marcas pessoais, uns a pensar na maratona de Lisboa outros a sonhar com Sevilha e eu com o almoço que para castigo fui o ultimo a ser servido.
Em Lisboa o Hugo representou ao melhor nivel o Grupo e na 1ª corrida da Ajuda classificou-se em 9º da geral   e 5º no seu escalão.
Resultados
Meia Maratona Nazaré
17º-Rui Pacheco 1h16'21
31º-Luis Santos 1h19'00
98º-João Inocêncio 1h24'41
239º-Marco Melo 1h31'30
647º-José Jacob 1h 44'23
720º-Luciano Tomás 1h47'22
877º-José Moga 1h52'55
878º-Fernando Silva 1h52'55
998º-Joaquim Adelino 2h00'10
1007º-Emilio Gonçalves 2h02'46
1060º-Paulo Portugal 2h05'33

1ª Corrida Ajuda,10 kms
9º-Hugo Adelino34'05

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cronica da corrida Jamor


Antes de mais, as minhas desculpas pelo atraso desta crónica. Já tinha

avisado o Leonel, ou a atacava logo ou então... Bom, aqui está, assim
de repente.



Foram três os amigos que aproveitaram aquela manhã solarenga de
domingo para percorrer os 9 kms do belo traçado do Jamor. Devidamente
retemperado com mais uma horinha de sono, lá fui com o amigo Leonel
fazer mais um "treino" em piso misto, uma espécie de primeiro
aperitivo do que será a prova mais exigente que me apanhará lá mais
para o início do ano. Para já, o melhor era nem pensar nisso. Chegámos
cedinho, como é bom, e logo encontrámos o terceiro elemento, o Paulo
Barbeito. E aproveitámos o momento para fazer fazer umas fotos do trio
que optou por não ir comer a sopa de pedra a Almeirim. E de facto, bem
mereceram aqueles que a terminaram. O resultado da nossa equipa não
deixa dúvidas. Mas vamos então à prova do Jamor. Percebe-se que estava
bem organizada esta segunda edição da prova.
Devidamente aquecidos, lá partimos. Cada um no seu ritmo. Eu mais
devagar, claro, mas ainda assim com alguma confiança, pois ainda
confessava ao Leonel, uma hora antes, que não vinha sentindo as dores
musculares do costume. Isso até aos... 2 km. Bom adiante. Cerca de
1000 participantes para a prova dos 9 kms (havia uma outra de 3km) num
traçado que convida a outras visitas, nem que seja para treinar ao
fim-de-semana. Contornado o centro desportivo, lá trocamos o piso mais
rápido por um percurso de terra batida, em estilo trail. Ultrapassados
os 3 primeiros kms, lá começa a subida . Com uma vista privilegiada
sobre a foz do Tejo e a marginal. A subida era pouco acentuada, mas
ainda assim uma subida. Pelo menos, o suficiente para separar as
diferentes velocidades. No meu caso, lá ia, bem devagar, e com algumas
paragens, até o músculo aliviar e entrar no ritmo a partir dos 6 kms.
A partir daí foi sempre a andar, ou melhor, a correr bem. Mesmo com a
descida e até aquelas curvas apertadas que motivavam a presença de
meninas a agitar bandeiras amarelas. Tal e qual como na fórmula 1. No
final, entramos no estádio onde escutamos os nomes dos participantes
inscritos nos dorsais à medida que cortam a meta.
É mais uma que está cumprida.

E para a semana há mais. Esta sim, é a doer.
Texto: Paulo Portugal

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Resumo Fim de semana

3 competições em 3 localidades diferentes,Oeiras,Covilhã e Almeirim.
No Jamor,estamos a espera da cronica e fotos do nosso enviado especial Paulo Portugal, a nossa representação esteve em bom plano.
Resultados
79º-Leonel Neves 40'28
309º-Paulo Barbeito 47'33
596º-Paulo Portugal 54'35

Na Covilhã numa prova por trilhos e alguns km de alcatrão e  com mais de 1000 m de acumulado a nossa mais recente contratação este em bom plano  ao longo dos 10 km com um 10º no principal escalão da prova.
23º-Rui Almeida 42'10


Almeirim(taça campeões europeus com a presença de 8 equipas ) a nossa maior representação ,12 atletas inscritos e que compareceram a partida .
Bons resultados individuais, com muitos a realizarem a sua melhor marca e outros bem próxima dela, mas a surpresa estava guardada para a classificação colectiva, com nono lugar da geral e a terceira equipa portuguesa em competição o nosso quarteto merece um destaque muito especial e que fique registado para historias futuras eles são,RUI PACHECO,HUGO ADELINO,JOÃO INOCÊNCIO,LUIS LOPES.
Resultados:
46º Rui Pacheco 1h15'42
56º Hugo Adelino 1h16'51
57º João Inocêncio 1h16'54
128º Luís Lopes 1h24'45
444º Filipe Ramalho 1h41'22
469º Hernâni Monteiro 1h42'37
525º Luciano Tomás 1h45'17
695º Fernando Silva 1h 56'53
702º Joaquim Adelino 1h57'29
713º José Moga 1h58'27
760º José Rebocho 2h05'27
777º Emilio Gonçalves 2h08'18

MINI(5,5 Kms)


Ricardo Nicolau 26'50
Paulo Macedo 26'50

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Crónica na primeira pessoa(Joaquim Adelino)

Crónica sobre o Trail Maratona da Serra D,Arga
 

Trail Serra D,Arga, era a 1ª Edição da prova mas ela acabou precocemente. O Temporal anunciado acabou por fazer estragos, no alto das montanhas a visibilidade era quase nula, o vento soprava a mais de 90kms, a chuva era forte e torrencial e o frio não sendo muito era o que melhor íamos suportando. Fomos vencendo os 2 primeiros cumes da Montanha num total de 6 mas quando nos preparávamos para atcar o 3º cume, por sinal o mais alto, fomos barrados pela organização por falta de condições para continuar, aos 20kms terminava assim uma das provas mais bonitas do circuito de montanha do nosso país. Os primeiros 6 atletas a passar aos 20kms ainda foram Serra acima mas onde a tempestade começava do meio para cima lá estava o Carlos Sá a impedir a progressão dos atletas devido ao agravamento das condições metereológicas. Rajadas fortíssimas de vento, chuva torrencial e tocada a vento, visibilidade apenas a 2 metros de distância, nada a fazer. O Carlos Sá como profundo conhecedor daquela Serra e muito experiente em provas com esta dureza não podia tomar outra opção, desolado dicidiu, e bem, interronpê-la aos 20kms sem prejuizo para os atletas e classificá-los conforme a sua passagem pelo pórtico de chegada dos atletas que participaram na prova dos 20kms.
Foi uma jornada espectacular, apenas o senão de ter terminado desta maneira mas eu ia moralizado para enfrentar aquelas pássimas condições meteorológicas, aos 3 kms começáramos já a enfrentar o Vendaval no alto do 1º cume a 716m, o rugido era tanto que tive de proteger os ouvidos com receio que ficassem afectados. Voltámos a enfrentar a mesma cena quando subimos novamente aos 584m depois de termos andado 5kms numa zona mais protegida a 300m de altitude. Foi já na 3ª fase que surgiu a decisão de interronper a prova, confesso que nesta altura começava a acusar o esforço extra causado pelo mau tempo, escorregadio na lama e nas margens do Rio onde as pedras cobertas por limbos nos obrigava a ter o máximo de cuidado. Curiosamente quase todo o percurso é feito em cima de rochas e lages cujos trilhos remontam à Era Romana e onde se podia correr com perfeita aderência dos ténis apesar da forte chuvada que caiu em todo o percurso da prova.
Espero voltar lá para o ano e completar aquilo que agora a Natureza não deixou, espero ter a companhia de 4 ou 5 companheiros do nosso Grupo, porque voltar lá de novo mas sozinho já deve ser muito difícil, são 850kms de viagem de ida e volta e repetir a dose de novo para o ano nestas condições está fora de questão, mas como ainda temos 365 dias pela frente pode ser as coisas se alterem.
Acabei por fazer os 19,740kms em 3,40,42h. a uma média de 11,10m por km. tendo percorrido o km mais rápido em 7,13m e o mais lento em 18,31m.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Grande Trail da Serra D'arga

A Natureza venceu-nos, mas a Montanha continua lá. É com este espírito que quero voltar áquela Serra completar o que a Natureza desta vez não deixou. 
É este o sentimento do nosso atleta papa-léguas ou melhor ..."pará que não para".
Podem ler a excelente reportagem no seu blogue
Resultado:
309º-Joaquim Adelino 3h40'42 para 20 Kms,altura que a prova foi cancelada por motivos de segurança 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Corrida Tejo


Dez mil inscritos. Um verdadeiro mar de gente na partida. A maioria com a T-Shirt/dorsal vestida. Um ou outro atleta envergava a camisola do respectivo clube.
Uma prova tão curta, um quarto de meia maratona, mais coisa menos coisa, com um número tão elevado de atletas, só encontra justificação no percurso, sempre na Marginal, com a beleza que todos lhe reconhecem, com o Tejo e o mar como pano de fundo.
Para muitos, talvez mesmo para a maioria, a corrida não é mais do que um passeio matinal, ora fazendo jogging, ora caminhando, ora parando para tirar fotos, ora conversando, ora apreciando a paisagem. Estes sim desfrutam da corrida, já quem corre para tempos, não tem tempo para apreciar a bela vista nem de contar umas anedotas nem de sentir a mole humana em que vai inserido.
Cada qual com seu objectivo lá foi. Alguns terão ficado pelo caminho. Um ou outro, infelizmente, teve de entrar na ambulância por não se ter sentido bem. Outros superaram as expectativas outros ficaram aquém das mesmas.
Na partida, a bandeirola dos quarenta minutos estava ali à distância de um braço esticado. Pensei: é desta vez que vou contigo. Este pensamento devem tê-lo tido dezenas ou centenas de aspirantes a baixarem dos quarenta minutos. Uns terão com certeza conseguido, outros aconteceu-lhes como a mim, não fui capaz de acompanhá-la.
Como é usual os Amigos Vale Silêncio marcaram presença. Alguns podem ser vistos em www.youtube.com.

A classificação é a seguinte:
43º-Pedro Arsénio – 35,06
197º-Rui Pacheco-38,54
527º-Leonel Neves – 42,12
534º- Marco Melo-41'37
1825º-José Jacob – 48,06
3518º-Paulo Barbeiro -53,48
3841º-António Silva – 54,59
3842º-Fernando Silva – 54,59

Festival Bike -Santarém prova BTT


Aqui vai um pequeno texto do raid btt Santarém.

Numa manhã de sábado juca e Xinita fizeram-se a estrada ate Santarém para mais uma prova de Btt a expectativa era grande pois os dois nunca tínhamos feito esta prova.
O dia estava óptimo para a prática e as 10 para as 10 lá partimos para fazer 50 Km. O percurso foi bom mas com muito pó pelo caminho pois ainda não choveu, mas estamos lá para tudo.
Um reparo ao percurso com tantos Bttista nalgumas partes do percurso apanha alguns single trecks o que se demorou algum tempo para ultrapassar estas dificuldades.
Chegamos ao Fim Com o Tempo de 3h46m10s e em 379º no nosso escalão
Por curiosidade neste fim-de-semana era em Santarém a maior feira de bicicletas dos pais.
Até uma próxima.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Corrida do Sporting

A frase " desporto é futebol e pouco mais", vende jornais e preconceitos. Hoje realizou-se a prova de um grande clube desportivo de Lisboa e claro só há duas maneiras de estar, ou amamos ou odiamos e muito poucos são aqueles que querem a correr e viver o desporto pelo desporto e participam .
O dia até prometia condições, a temperatura baixou e apareceram algumas nuvens e uma primeira edição com todo o nervosismo natural de quem não quer ficar mal na fotografia, a partida foi ligeiramente atrasada e colocada num local em que se podia controlar os mais atrevidos e "batidos" mas a curva muito apertada estragou o inicio de festa com o acumular dos participantes e a natural dificuldade em começar a correr (para o ano não pode ser naquele local) o resto foi tudo dentro da normalidade de um percurso que já não oferece surpresas a quem habitualmente corre pelas ruas da cidade e a chegada numa lateral do relvado para que a relva não fosse estragada.
Os nossos Sportinguistas estiveram ao melhor nível, Rui  esteve excelente, 11º da geral com um tempo muito bom , Luis Santos bem próximo da sua melhor marca pessoal, Avelino mesmo lesionado procurou a companhia dos amigos mais atrasados, uma palavra para a estreia do irmão do Luís , André Santos com menos de 50', "ficamos a espera da sua companhia noutras competições".
Ainda uma palavra para dois fantasmas que nos pareceram ser bastantes familiares, Gervásio com um tempo de 33'45 e Madjer  41' , este ultimo correu com a nossa camisola -"deve ser emprestada"?
Resultados:
11º-Rui Pacheco 32'53
53º-Luís Santos 35'24
1281º-André Santos 49'14
1301º-Fernando Avelino 49'44
1475º-Fernando Silva 50'45
1544º-José Moga 51'18
???- José Rebocho 55'30


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meia Maratona Moita

Devido a falta de tinta nos tinteiros dos nossos escritores só  fica para a historia os resultados:
130º-Rui Pacheco 1h27'06
293º-Marco Melo 1h37'58
535º-Filipe Ramalho 1h53'57
601º-Joaquim Adelino 2h 01'25
633º-Paulo Portugal 2h10'16
634º-José Rebocho 2h10'18
644º-Emilio Gonçalves 2h13'40
646º-Ricardo Nicolau 2h14'47



Fernando Avelino aparece na classificação mas o atleta não completou a prova
P.S-o texto fica para quando houver orçamento para pagar os direitos de autor aos nossos escritores

domingo, 9 de outubro de 2011

6ªcorrida Amaros Joalheiros


Prova realizada em 5 Outubro, 9,900 Kms
Armando Almeida 45'37
Gabriela Almeida realizou a caminhada

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cronica na primeira pessoa(Joaquim Adelino)




Partimos ás 5h. da manhã do Cemitério de Santa Iria da Azóia até para dar bom agoiro e minimizar alguma tremideira que alguns ainda transportavam até ali, programado que foi o GPS, não fosse o diabo tecê-las, logo ele nos encaminhou para a Ponte Vasco da Gama mas rápidamente em Alcochete verificámos que o programa lá colocado estava mal direcionado merecendo logo reparos,(justos diga-se) que o operador pouco ou nada percebia daquilo e que o nosso Alentejano (Filipe) seria melhor navegador do que o raio do aparelho. Como o operador não se rendeu voltou a reprogramar o dito e acabou por finalmente tomar o rumo certo até ao centro da Vila de Portel. Os detractores não mais disseram fosse o que fosse e renderam-se à eficácia das orientações e instruções que a "menina" ia ditando ao longo do percurso.
Chegámos pelas 7,15h. com paragem logo à entrada para se tomar o pequeno almoço e outros para se aliviarem um pouco, pouco depois estávamos no Parque onde se desenrolava toda a logística da prova, entrega de dorsais e logo ali a poucos metros a estação dos autocarros que nos iriam levar até à Aldeia do Alqueva  por volta das 08h.
Por isso já dispúnhamos de pouco tempo para nos prepararmos já que ao entrar nos autocarros já deveríamos estar equipados e prontos a sair para a competição. Por isso a partida foi neutra entre Portel e a Aldeia do Alqueva mas lá nos encontrámos todos os que se inscreveram e foram representar o nosso Clube: Joaquim Adelino, Fernando Avelino, Eurico Charneca, Filipe Ramalho, Rui Pacheco e Hernâni Monteiro. (Para mim foi reviver o percurso em sentido contrário da 1ª Edição em que participei, exactamente entre a Barragem e Portel na distância de 25km, sempre em alcatrão). Ao chegarmos à Aldeia do Alqueva já por lá se encontravam muitos amigos, a maioria deles fruto de um excelente relacionamento ao longo de muitas provas de Trail que temos realizado e também dos blogues que cada um possui e que vamos periodicamente acompanhando. Claro que a conversa tinha de ser posta em dia com todos eles e isso demorou algum tempo mas a dada altura lembrei-me que tinha ali também a malta do Vale do Silêncio comigo e estava a discurar a sua companhia e também o seu enquadramento com aquele malta, depressa os procurei e estavam então um pouco afastados mas todos juntos (já com a companhia do Esmeraldo e do Vaz) e assim se mantiveram sem se mudarem um milímetro até que fosse dada a partida, até o fotógrafo teve de ir à sua procura para se tirar o retrato da Família.
Ás 9,30h. partimos já com os raios solares a castigar bastante, antes o Eduardo Santos que é o responsável máximo pela prova, chama a atenção para o perigo com as altas temperaturas que iríamos enfrentar e que todos deveriam levar líquidos para ingerir para combater os riscos da desidratação que iriam ocorrer por certo, isto apesar dos abastecimentos postos à nossa disposição durante o percurso. Por mim estava salvaguardado, levava a Camel Back com 1,5l de água e pouco me importava o peso que carregava pois sede e desidratação era o que eu queria evitar. Dos nossos camaradas Silenciosos todos trataram de levar abastecimentos seguindo à risca algumas preocupações que lhes fomos transmitindo para esse efeito com alguma antecedência demonstrando por isso responsabilidade e respeito pela dureza da prova.
O local de partida estava ainda longe do Grande Lago (talvez uns 5 kms) e por isso tivemos de percorrer durante alguns kms, num sobe desce constante com pequenas subidas e descidas paralelamente ao Lago até chegarmos à sua margem, mas foi o suficiente para logo ali naquele espaço de tempo os "protestantes" do custume que vinham de trás me aligeirarem os ouvidos que tinham sido enganados ("com que então isto é tudo plano, não é?) diziam eles quando me alcançaram já iam decorridos alguns kms. Mas não liguei muito pois sabia que eles iam a gostar daquilo e ainda estávamos no início. A partir dessa altura fiquei para trás e vi-os desaparecer à minha frente aos poucos. Nesta altura nada sabia do Rui e do Charneca mas vi-os partir bem na frente e por certo iam a fazer uma corrida interessante, os outros 3, os tais, iam por ali perto e verifiquei também que iam cautelosos e por isso fiquei tranquilo, nunca mais os vi a não ser na meta quando já estavam à minha espera para almoçar. (Almoço que falhou por falta de apetite de todos!!!)
Os meus primeiros 10 kms foram feitos em 1,01h. neste periodo de tempo andei por duas vezes a subir pequenos montes, achei por bem ir já poupando algum esforço pois sabia muito bem o que me esperava lá mais para a frente, atrás de mim a pouca distância vinha o Esmeraldo e ainda acalentava a esperança de ele chegar até mim e seguirmos juntos, mas a partir daquele momento nunca mais o vi, soube depois à chegada que tinha desistido ainda antes do meio da prova. Em Amieira aos 14,5kms tinha 1,29h. de prova e sentia-me ainda bem e seguia nesta altura na companhia do Mário Lima mas pouco depois ficaria para trás vindo mais tarde também a disistir, nos 2 primeiros abastecimentos não perdi tempo nenhum pois ainda tinha muita água e segui sempre quase sem parar, e por isso a média da corrida mantinha-se nos 6´por km. contudo começava a sentir os pés apertados, principalmente à frente os dedos começavam a ter algum desconforto. Perto dos 16 kms passo por uma fonte com água não canalizada e perto do alto de um monte, como tinha o símbolo da Cãmara Municipal e sem nenhum aviso lá expresso refresquei-me e substituí a água que levava no Camel beck que já ia quente e com pouca quantidade, após o "refresco" segui caminho que nesta altura acusava já uma temperatura elevadíssima que tínhamos de suportar por inesistência de arvoredo ou mato que nos pudesse oferecer alguma sombra para obviar o que era já algum sofrimento. Os pés eram já um suplício, nas descidas procurava encolher os dedos para amenizar o grande desconforto e por isso ia reduzindo a andamento a descer. Aos 20 kms passo com 2,28h. com uma perda de 27 minutos em relação à 1ª hora, é aqui que encontro um pequeno Ribeiro com um pequeno caudal de água pouco profunda mas o suficiente para me refrescar e com o chapéu que levava espalhar alguma por cima de alto abaixo por forma a refrescar também o corpo, nesta altura o desconforto já não era só os pés era também os braços e as pernas que começavam a acusar o sol abrasador que sobre eles pendia.
Um pouco mais acima, 22kms. estava o 4º abastecimento, abasteci o estômago com fruta, laranja e banana, senti a falta de melancia pois ali carecíamos de bastantes líquidos e a melancia é o ideal, penso eu, mas como a época da melancia já não é esta aceitei bem a sua ausência. A partir daqui a história da corrida já é outra, os pés, o calor abrasador e agora também o estômago iam fazendo das suas, reduzi drásticamente a minha corrida, corria apenas no plano e nas descidas mais inclinadas fazia o mesmo, nas subidas mais inclinadas andava para logo de seguida voltar à corrida, foi assim até ao final. O estômago ia reagindo à falta de alimento sólido, só um pedacito de banana e laranja em alguns abastecimento é insuficiente para manter esta máquina complexa que é o nosso organismo, valeu-me que também ingeri 2 Gels, um aos 17 e outro aos 25kms provocando reações positivas durante alguns momentos, contudo também contribuíram para desestabilizar o organismo que a partir dos 25kms entrou em órbita causando algumas nauseas bastante desagradáveis. Creio que a desidratação estava por perto e por isso optei por não beber muita água para não aumentar o estrago já que sabia que o Estômago estava bem fornecido de líquidos mas o corpo dava sinais de fraqueza e estava sobreaquecido. Aos 30kms passo com 3,57h. numa altura em descemos cerca de 2 kms seguidos até encontramos o último dos abastecimentos que estava precisamente a 3,5kms da chegada, esta descida faço-a muita lentamente, tanto quanto os meus pés vão deixando, os últimos 3 kms são ligeiramente a subir, procuro correr aos bocados, a hora limite indicada pela organização era de 5 horas e eu queria chegar antes de expirar o tempo determinado, apesar das dificuldades eu ia satisfeito, via os kms a passar atrás uns dos outros e eu ia conseguindo superar as próprias fragilidades que ia sentindo, as pernas estavam a comportar-se muito bem, nada a dizer, os pés é que não me deixavam correr. tomei por certo a decisão errada quanto aos ténis que escolhi para esta prova, justos e com pouca mobilidade, daí o encarquelhar dos dedos e as consequentes dores que me impediam de correr o que era capaz, o Estômago estabilizou, tinha enchido de novo o Camel beck aos 27 kms e ia bebericando de vez em quando algumas gotas e com muita frequência pois a necessidade de água era cada vez maior porque a boca ia secando com muita rapidez, e assim cheguei a Portel, áquele bonito jardim situado no Parque central da Vila, com as excelentes sombras deixadas sobre aquele magnífico relvado por robustas oliveiras, com que vinha sonhando para quando lá chegasse me deitar e saborear um pouco de fresco ao fim de 4,45h. e 35kms de distância debaixo de um abrasador sol tórreo como nunca tinha apanhado.
Fiquei feliz por cortar aquela linha de meta, soube logo ali das muitas desistências que tinham ocorrido, compreendo as decisões que cada um tomou em defesa da sua integridade física e endereço daqui as minhas felicitações pela tentativa e o esforço que desenvolveram antes de tomarem a decisão. Aos que terminaram endereço os meus parabéns por terem terminado esta magnífica prova, uns com mais ou menos dificuldades, bem organizada e onde todos os atletas se sentiram bem apoiados. Aos meus camaradas de Clube o meu abraço de gratidão pela companhia que me proporcionaram e pela excelente prova que realizaram. Para alguns deles foi uma nova experiência, bem dura é certo, mas de certo que esta experiência semeou o desejo de voltar a este tipo de provas, ali ou em qualquer outro local.

resultados 1 e 2 Outubro

1ª Corrida Decatlon, 9,1 km
97ª- Armando Almeida -42'07

1ª Corrida Cruz Vermelha, 10 km
375º Paulo Portugal- 59'00

1ª Corrida Agua, 10 Km
537º Ricardo Nicolau- 57'03
741º Emilio Gonçalves- 1h04'18

II Trail "terras grande lago", 35 Km
5º Eurico Charneca (1º escl)-2h52'07
17º Rui Pacheco - 3h14'21
66º Hernâni Monteiro -4h01'14
67º Filipe Ramalho- 4h01'14
91º Fernando Avelino- 4h27'12
99º Joaquim Adelino - 4h45'27

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Meia maratona Portugal

Meia maratona Portugal

Foi uma mão cheia de amigos que se encontraram na partida, fazendo
tertúlia sentados no chão, à espera da largada de mais uma prova
clássica. Ainda que corriam rumores de que um tal João Vaz também ali
estaria, mas envergando uma outra camisola. Fica sempre bem ajudar a
quem precisa... Dia de sol, temperatura mais do que amena (com muito
calorzinho, isso sim), mas sem vento, o que permitiu uma prova mais
descansada. Combinada a alvorada com o amigo Leonel, lá fomos apanhar
um dos primeiros autocarros em passeio até à outra banda, mas com
bilhete de volta até quase ao topo da ponte, a pouco mais de 1km da
saída para Sacavém. Haveria que ir ainda até Sta Apolónia e regressar
a seguir ao Centro Vasco da Gama para a tradicional recta da meta
diante ao Pavilhão de Portugal. Mais perto da hora juntaram-se o Rui,
o Filipe e o José. Mesmo sem vermos o campeão Pistorius - deveria
estar do lado dos atletas de elite? - foi uma partida calma sem muitos
atrapalhos, mesmo à frente, mas ainda assim (e como se explica?) com
alguns papás a acompanharem criancinhas... De onde vieram?
Cumprindo uma corrida de "trás para a frente" (e depois logo se veria)
ainda assim andámos bem (abaixo dos 6m/km), o que não é nada mal para
quem não treinou e faz mais quilómetros de milhas aéreas com as
sapatilhas na mala do que kms a correr... Como digo, tudo bem até aos
16 kms... Mas deu ainda para ver, por volta dos 10 kms, o Rui a seguir
ligeirinho e quase isolado (registe-se o seu tempo!), o Leonel já nem
o vi, mas já percebi que cumpriu a baixo daquilo que disse: 1h45! E ao
chegar aos tais 15kms foi eu que me comecei a ver... grego. Faltou-me
o carburante! Pernas havia (e era o que mais temia) e pulmão (vai não
vai), mas foi mesmo aquela sensação que nos suga de dentro e quase nos
adormece a fazer-me entrar num pára-arranca. Apesar de tudo, cortar a
meta com 2h05 acabou por ser bem melhor do que esperava. Em outras
condições, talvez abaixo das 2h. Vejamos como nos corre a todos na
corrida do Parque já no domingo. Bons treinos, melhores provas!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

meia maratona Portugal

Resultados:
96º-Rui Pacheco 1h21'20
798º-Leonel Neves 1h43'12
1017º-Filipe Ramalho 1h46'43
2286º-Paulo Portugal 2h05'37
2502º- José Rebocho 2h09'39
Nota redacção, aguardamos o envio da cronica do nosso enviado especial Paulo Portugal !

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fim de semana 18 Setembro

15 Kms Benavente
24º João Inocêncio 56'28
49º Hugo Adelino 59'22
120º Marco Melo 1h04'37
222º Luciano Tomas 1h22'23
358º Joaquim Adelino 1h24'50
374º Ricardo Nicolau 1h32'28
379º Emilio Gonçalves 1h34'57


Corrida Destak,10 km
29º Pedro Arsénio 35'22
620º Filipe Ramalho 46'09
750º José Jacob 48'29
1714º José Rebocho 56'15

Meia Mart.Sportzone, Porto
1169º Hernâni Monteiro 1h43'02

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Fim de semana duplo

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No sábado a participação de 2 ilustres atletas na meia maratona S.J.Lampas,João Vaz e Joaquim Adelino reza  a historia que um deu o estoiro o outro andou a baldes agua para refrescar o físico(há com cada mania!!!), um fez parte do percurso em caminhada o outro trazia as barbatanas:
Resultados
10º-João Vaz(2º vet-1) -1h 18-03'
386º-Joaquim Adelino (16º vet-5) 2h10'31
No Domingo outros 2 foram até Queluz , entre muitas subidas e descidas lá encontraram forças para fazerem bons resultados:
11º Hugo Adelino 36'51
?? Hernani Monteiro 47'23

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Corrida Avante


   Quando a inspiração anda pelas ruas da amargura fala-se do tempo, de lugares-comuns, de clichés, enfim, tenta-se inventar qualquer coisa só para não estar calado. Alguém disse que saber e calar é uma grande filosofia, que se a palavra ou a fala são de prata, o silêncio é de ouro. Conciliando esta máxima, o desconhecimento do paradeiro da musa e a necessidade de dizer alguma coisa, resta-me falar do tempo, de banalidades e de clichés.
Há tempo para todos os gostos: chuvoso, ventoso, frio, quente, tempestuoso, ameno. Hoje, a nível nacional não sei, mas ali para os lados da Amora o tempo esteve de feição para os milhares (?) de atletas que aí se deslocaram para participarem na prova do Avante. Nem calor nem frio, uma aragem suave lambia os rostos de todos, dos atletas e daqueles que fizeram questão de assistirem à grande festa dos camaradas comunistas. Ao todo são mesmo milhares.
Quem não soubesse de que festa se tratava, talvez pensasse se não seria algum concerto de rock. As tendas montadas espalhadas na área circunvizinha ao local da festa, os autocarros cheios de gente, gente de todas as idades, raças e classes sociais; pessoas ostentando simbologia ideológica, tatuagens, vestuário, bandeiras. Uma senhora de certa idade mostrava, envaidecida, o braço esquerdo com o rosto de Ernesto Che Guevara tatuado; as tascas de comes e bebes.
A festa era comunista, mas à corrida não faltaram pessoas de todos os quadrantes políticos, porque os atletas, não sendo apolíticos, acima de tudo são amantes do desporto e põem as questiúnculas políticas de lado. Mas festa é festa e havia quem não seja comunista e estava ali porque gosta da festa que os comunistas fazem todos os anos, honra lhes seja feita.
A prova decorreu normalmente. O percurso, um pouco mais longo, é todavia menos duro. Sacaram-lhe a subida inicial que era durinha.
Para muitos atletas esta prova marca o arranque da época.
Os Amigos Vale silêncio compareceram em peso. Uns mais bem preparados do que outros. Uns a curar lesões recentes e antigas, outros que não corriam havia dois meses, outros que não sei quê.
Uma referência à fotógrafa do clube, graças a ela vamos poder ver e recordar este dia com as fotos que tirou.
Os resultados são fraquitos, mas isso não importa, o que importa mesmo é termos estado lá e termos a certeza de que os que não estiveram em presença estiveram em espírito, em solidariedade com os companheiros de luta.
Texto : Leonel Neves
Atletas presentes(ainda não há classificação oficial)
Pedro Arsénio
Leonel Neves
José Moga
Luciano Tomas
Hernani Monteiro
Filipe Ramalho
José Rebocho
Joaquim Adelino
João Inocêncio
Ricardo Nicolau
Fernando Avelino
Armando Almeida
Marco Melo
Hugo Adelino
Ricardo Pereira
Emilio Gonçalves
Peço se falta alguém "que se acuse"



Traill Vale Barris e Ori Sintra

Nem ao sábado descansamos , De manha em Sintra um breve matar de saudades por parte do Amigo Mario Silva que veio a metrópole tratar dos seus negócios e não resistiu ao desafio lançado pelo Tiago e foi matar saudades da bicicleta ,mapa e das subidas e não se portou nada mal no conjunto dos dois dias um honroso 8º  em 26 atletas classificados no open longo.
No sábado a noite o srº Adelino andou e correu pelo Vale de Barris (podem ler a reportagem no seu blog) e sabemos que gastou 1h39 e não sabemos qual a sua classificação


Ori-Sintra,open-longo-Mário Silva
Sábado(23,3 km)-15º-3h29'44
Domingo(13,7 km)-11º-1h41'0
Conjunto dois dias 8º em 26 atletas chegados

Trail nocturno Vale Barris-Palmela
Joaquim Adelino 1h39'

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Trilhos Monsanto


Poucos mas bons. Não chegaram à meia dúzia. Foram precisamente cinco os atletas de Amigos Vale Silêncio que participaram na prova dos Trilhos de Monsanto, realizada em 28 de Agosto de 2011, pelas 09h45.
O tempo ajudou. A manhã esteve de sol, corria uma aragem leve, refrescante. Se considerarmos que estamos em Agosto, mês normalmente de altas temperaturas, somos levados a pensar que o São Pedro foi amigo. Talvez se quisesse redimir de outros dias em que não foi tão benévolo.
O percurso é o que se sabe, um sobe e desce constante, com subidas íngremes e descidas a pique, por autênticos carreiros de cabras. É um percurso giro, dizem uns; é duro, dizem outros. Uns gostam outros gostam menos, mas todos apreciaram, com certeza, a beleza envolvente.
Não gostamos de criticar as Organizações, mas a desta prova merece-nos pelo menos dois reparos. O primeiro tem que ver com a partida da caminhada. Partindo à frente, como aconteceu, entope o percurso já de si estreito obrigando a paragens desnecessárias dos atletas da prova principal. O segundo reparo vai para o abastecimento de água. Colocado exactamente no início de duas subidas, o que não é nada bom como é sabido.
Os tempos são os seguintes:
60º Diogo Branco 59' 08
98º Rui Almeida 1h 03' 21
254º Leonel Neves 1h 15' 24
269º Filipe Ramalho 1h 16' 43
305º Fernando Silva 1h 21' 03


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

III TNLO

Uma prova nocturna têm a sua beleza e loucura, uma prova de montanha ou em trilhos a noite é para loucos ou aventureiros e foi a procura da aventura que 5 amigos foram até Óbidos para participar nos trilhos nocturnos.
O ambiente é muito diferente das provas de estrada, por exemplo:1h antes da partida já estão todos atletas prontos no ponto de encontro e a espera que a organização se certifique que os atletas estão presentes e levam o material obrigatório para participar neste tipo de provas  e o aquecimento fica por alguns exercícios de alongamentos e muita conversa e aquela hora decorre rapidamente e sem stress.
Os nossos elementos combinaram realizar a prova juntos mas ficaram pela intenção e rapidamente se dividiram e formam dois grupos(Ricardo e Filipe e outro com J.Adelino,Moga e Fernando),e mais tarde o Adelino a acusar a falta de preparação e resguardar-se um pouco para que termina-se como tinha pensado.
A beleza destas provas não se descreve em simples palavras e digo eu " passei por montes e florestas que de carro tinha medo a pé nem me atrevia a iniciar o trajecto" mas em competição a palavra medo troca com prazer, prazer de correr e conversar e descobrir o percurso .Foi uma prova bonita pelas centenas de luzes de "E.T"s, que serpentavam ao longo do percurso e a chegada muito dura com direito a contagem dos metros finais pelos apoiantes e UF!! final,porque afinal foram 25 Kms.

Classificação:
112º Ricardo Pereira 2h50'41
113º Filipe Ramalho 2h51'07
131º Fernando Silva 2h59'11
132º José Moga 2h59'13
162º Joaquim Adelino 3h10'48
Completaram a prova 188 atletas





sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Para reflectir

O verão rima com reflexão e o abrandar da nossa actividade levou-me a olhar para trás e ver o que já fizemos este ano, sem duvida  o melhor ano desde o inicio , 4500 kms percorridos, 47 provas diferentes e viajamos desde da  Régua a Grândola e quer individualmente quer colectivamente podemos ter uma certeza, demos sempre o nosso melhor. O nosso grupo vive uma fase muito positiva e a prova disso foram os mais de 50 amigos reunidos no nosso almoço de confraternização no principio de Julho e os bons momentos vividos. A presença dos nossos elementos mais "usados"(Srº Guy,Silva, Leonel ...) com os acabados de chegar,Filipe(um bom exemplo do que é chegar ver e servir) e o srº Rebocho e muitos outros.
Marcou-me no nosso almoço o gesto do Emílio com a oferta de uma simples camisola  e uma mensagem muito forte...afinal os amigos têm historia e ela não pode ser esquecida.
Penso que quer individualmente quer colectivamente este ano fomos muito mais longe do que alguma vez sonhamos e por diversas ocasiões batemos palmas e vimos elementos do grupo nos lugares mais altos do pódio e colectivamente já estreamos todos os degraus do pódio .
Vamos Continuar  a percorrer quilómetros por estrada e serra ,a correr ou de bicicleta e o grupo vai continuar a ser o que cada elemento quiser para o colectivo, vamos continuar a ultrapassar os momentos menos bons de cada um e mesmo a desculpar o gesto mais rude e menos apropriado, porque todos temos direito a um dia menos bom, com a única certeza de que "uma vez amigo, amigo para sempre" vamos continuar a mostrar a camisola dos "AMIGOS VALE SILENCIO"
A todos "OBRIGADO"

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Corrida do BODO


Com a participação do Afonso e do Luciano, a prova revelou-se de grau de dificuldade médio, com percurso monótono, repetitivo, do vai e volta.
Com partida perto da camara municipal, o trajecto limitou-se a subir a avenida, descer a avenida, subir, descer, e voltar à terceira volta, para terminar quase no mesmo local da partida.
Àparte esse pormenor, torna-se uma cidade aprazível, e envolta nesta altura em variadíssimas iniciativas culturais e desportivas , englobadas na referida FESTAS DO BODO.
Segundo o que conseguimos recolher em matéria da origem de tal designação, o BODO seria a alcunha de alguém ligado à terra,de abastadas posses para a altura, e cujo gesto ficou conhecido, o facto de dar uma almoçadeira de café a quem pela sua casa passasse.
Sem qualquer rigor histórico nestes relatos, fica o facto do dito ficar conhecido como uma entidade benemérita, justamente por dar café a toda a gente. Talvez tenha sido a partr daqui que surgiu muito tempo depois, o benemérito Manuel Rui Azinhais Nabeiro, este nas profundezas do nosso Alentejo. É SÓ A BRINCAR
 
Já agora, os tempos:
Afonso Pinto - 55, 20'
Luciano Tomás - 48,29´
 
BOAS FÉRIAS A TODOS......................
 Texto :Luciano Tomás

terça-feira, 19 de julho de 2011

Troféu Sintra a Correr

"Troféu Sintra a correr"
 
3º Grande prémio José Araújo (Queluz)
7600 metros     (6365 metros garmin)
 
Parece que neste troféu não conseguem acertar com a distância das provas!
O que está escrito nos regulamentos pouco interessa... muito menos hoje acertaram no horário da partida previsto para as 10h30m.
Partida essa, só foi dada ás 10h48m.
Mas, isso não interfere em nada no essencial...em Setembro tornamos a cá voltar.
 

Comitiva presente dos Amigos Vale Silêncio:
 
Hugo Adelino - 12º sénior - 22m40s
 
 
Hernãni Monteiro - 23º vet 3 - 27m34s
 
texto: Hugo Adelino

segunda-feira, 11 de julho de 2011


10ªLÉGUA NOCTURNA DE ODIVELAS


Sem que ninguém mo encomendasse, estou a responder a um sentimento de satisfação, por diversas coisas que hoje estiveram ligadas a esta corrida.
Quanto à prova em si, notei um sentimento generalizado, da dificuldade provocada pelo trajecto da mesma, escondida por um início extremamente rápido, mas que veio à evidência a partir dos três quilómetros. Os últimos 1500 metros sempre a subir deram um toque de exigência. Não sei se por jogar em casa, a fadiga deu lugar ao prazer de correr em ruas e vielas que tão bem conheço. O cansaço da máquina e sua ferrugem deram um prazer especial que se cham "chegar ao fim", independentemente da crueza do tempo realizado.
Uma palavra de apreço para mais uma participação feminina na nossa equipa, e que denota o gosto crescente pela modadlidade. Crece a necessidade de ràpidamente recrutar mais elementos femininos que projectem um complemento no trabalho de equipa. Todas as jovens e menos umpouco são bem vindas.
Uma palavra especial os jovens e menos jovens da nossa equipa, que de forma simples e directa, vão transmitido saber adquirido, na rodagem dos muitos quilómetros que já têem no seu palmarés aos que menos experiência apresentam.
O espírito de grupo foi notório, quer antes da prova, quer sobretudo no final da mesma, em que se viu um sentido de dever cumprido..
Sem demagogia, os momentos que se seguiram denotaram uma proximidade e uma amizade que se nota crescer com o tempo, entre pessoas que, aos poucos se vão conhecendo melhor. À competição entre pares, nota-se o crescer da partilha prazer nos resultados dos parceiros e atletas do VALE DO SILÊNCIO. Ao despique pessoal, sobrepõe-se a contribuição para o sucesso do grupo. Assim sabe bem contribuir de forma modesta mas possível, com o esforço pessoal para o sentimento de elevação do grupo.
A modesta mas esforçada participação sentiu-se compensada com a amizade manifestada em todos os representantes do VALE DO SILÊNCIO, quer pela contribuição generosa dos verdadeiros artistas do palmilhar quilómetros, no menor tempo possível, quer pelo companheirismo saboreado entre colheradas do caldo verde quentinho.
Em questões de sabor, enorme foi o de satisfação, quando subiu ao palco a representação do 1º lugar por equipas.
Honra aos atletas que pontuaram e que fizeram ouvir bem alto o nome do nosso VALE DO SILÊNCIO, na última e mais gratificante mensão sonora da noite.
Admiro e contemplo o contraste, mas também a harmonia e tranquilidade, entre a paz de espírito dos momentos vividos nesse mesmo local há exactamente uma semana, e o prazer vivido hoje neste momento agora relatado.
Dizia eu, sentimento do dever cumprido, neste final de época que em termos pessoais, se tornaram num esforço altamente compensador. e em termos de grupo, aproximou mais toda a gente.
Agora vou lamber as feridas das mazelas do final de época.
A todos os que entretanto forem gozando férias, o meu até sempre, quanto mais não seja, até à Festa do Avante, e um abraço de amizade.
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Com os melhores cumprimentos
Luciano Tomás

Resultados
6º Rui Pacheco 16'30
8º-João Inocêncio 16'41(1º Vet 1)
17º-Pedro Arsénio 17'24
127º-António Coelho 21'16
136º-António Fernandes 21'22
159º-Hernâni Monteiro 21'55
161º-Fernando Avelino 22'01
168º-Armando Almeida 22'23
198º-Luciano Tomás 23'15
228º-Ana Tomás 24'23
229º-Rui Tomás 24'23

1ª Equipa em 33 classificadas

Lagoa Stº André- 10 kms
28º-Paulo Povoa 37'04

Corrida centenário(Sintra a correr)-8 kms
15º-Hugo Adelino (5º sénior)-29'46
56º-António Coelho 36'26



domingo, 3 de julho de 2011

Almoço-convívio Julho 2011

Sábado, 2 de Julho, nove e trinta da manhã, Vale do Silêncio. No meio do arvoredo, incógnita, uma ave desfaz-se em cantoria. Canta sem descanso e encanta quem a ouve. Termina uma começa outra melodia. Quem a conhece diz: lá está um rouxinol! Quem não conhece a voz de tão ilustre cantor, pergunta: Que pássaro será aquele que canta tão bem?
Não muito longe dali, um melro, de bico amarelo, imita o vizinho. A cantilena é parecida, mas inconfundível. O pássaro preto de bico amarelo canta sempre a mesma ária, o seu vizinho rouxinol tem um vasto repertório.
Enquanto a bicharada e a passarada e os frequentadores habituais do parque cumprem os rituais próprios de cada um, no meio da relva, num campo de futebol improvisado, duas equipas de futebol estão prestes a entrar em acção. Dum lado está a equipa dos «descamisados», do outro, está a equipa dos «camisas vestidas». É um autêntico encontro de titãs.
Antes do jogo toda a gente seguiu o guia, primeiro, pelo trilho interior do parque em jeito de aquecimento e de apresentação aos Amigos que ainda não o conheciam, depois pela relva fofinha.
O jogo decorreu normalmente, sem consequências de maior. Entorses ligeiras, dores musculares, e por aí se ficou o pior que poderia ter acontecido. Ao fim de trinta minutos o apito final soou e o jogo terminou. O resultado final foi de três golos favoráveis à equipa dos «descamisados», e zero para a equipa dos «camisas vestidas».
Alguns atletas menos bons na corrida mostraram boas qualidades para o futebol; outros, que na corrida são verdadeiros ases, não se revelaram tão bons atrás da bola.
Quem não teve descanso foi a fotógrafa de serviço sempre atenta a tudo que mexia e pronta a disparar o flash para os alvos. Os mais vaidosos colocavam-se propositadamente à frente dos outros para ficarem na foto, os mais tímidos escondiam-se para não ficarem. Talvez com medo de partir a máquina.
Estava cumprida a primeira parte do programa das comemorações do almoço/convívio de final de época desportiva dos Amigos Vale Silêncio.
Dali seguiram todos para o Parque Urbano onde tomaram banho, mas não posaram para a foto de família, conforme previa o programa inicial. Até aqui foi a única falha da organização. Mas como houve direito a uma foto de grupo no Vale do Silêncio, que não constava do programa, compreende-se perfeitamente e serve de atenuante.
O almoço estava previsto para o meio-dia. Do menu constava sardinha assada e entrecosto na brasa. Cardápio apetecível para a maioria dos convivas. Quem, por ventura, não gostasse das sardinhas ou do entrecosto, podia deliciar-se com rim de porco assado que por acaso estava divinal.
Ao meio-dia e meia estava toda a minha gente a matar a fominha. As barrigas eram pequenas para tanta sardinha, tanto entrecosto, tanta salada, tanto vinho, tanto bolo, tanto de tudo, onde não faltou a boa disposição, as conversas sérias e da treta, e até se cantou o fado.
Não sei como é que alguns, que até nem têm grande barriga, conseguiram acomodar tanta sardinha e entrecosto no interior dos seus estômagos vazios à partida. Tenho uma teoria que carece de confirmação, evidentemente: Trata-se de simples desforra, ou vingança, como queiram, por este ou aquele ficar sempre à frente nas provas. Claro que me incluo nesses bonzinhos vingativos.
Bem comidos e bem bebidos os presentes davam sinais de inquietação. Mexiam-se nos bancos, viravam-se para um lado e para o lado oposto. Apetecia-lhes circular, espairecer, esticar as pernas, bocejar, espreguiçar-se, dar uma bufa, fumar um cigarro, tomar um café.
Um Amigo levantou-se, bateu com a faca na garrafa para chamar atenção, pediu uns segundos de silêncio. Começou por dizer: - Caras amigas e caros amigos… Demorou a fazer-se silêncio no recinto. O orador estava descontraído, talvez um tudo-nada nervoso, como é normal acontecer nestas alturas. O ser humano é complexo. Eu, por exemplo, preferia mil vezes fazer uma maratona do que levantar-me ali perante os presentes e dizer duas palavras de circunstância. Os convivas não deixavam o orador dizer o que queria. E o que queria era tão-somente agradecer à Organização do evento o excelente repasto e entregar-lhe uma lembrança como prova de gratidão do Grupo.
Seguiu-se um segundo tribuno, que ilustrou o espírito dos Amigos Vale Silêncio com uma estória verídica, digna de um romance, a qual não reproduzimos aqui porque todos a ouviram. Realçou a incondicional disponibilidade do Mister Fernando para com os Amigos Vale Silêncio. Estou certo que muito mais teria a dizer sobre este assunto e tudo quanto dissesse era pouco para lhe agradecer tudo o que tem feito em prol do Grupo. Solicitou ao pai do Mister, o fundador dos AVS, que lhe fizesse entrega de uma pequena lembrança, em nome de todos, a saber, o «Livro» do escritor José Luís Peixoto, assinado por todos os amigos e amigas presentes.
Comovido, o Mister Fernando Silva, agradeceu a lembrança.
O convívio prolongou-se pela tarde fora. O verde e o tinto competiam entre si para ver quem era capaz de tombar primeiro a primeira carroça. Mas as carroças tinham lastro bastante e não se deixaram ir na conversa. Permaneceram de pé, alegres, é certo.
E assim se cumpriu mais um evento muito importante para os AMIGOS VALE SILÊNCIO.



 Fotos-Fotos de Armando\Gabriela
           Fotos Fernando
           Fotos Joaquim Adelino