domingo, 2 de janeiro de 2011

S.Silvestre Olivais

Cronica de Paulo Portugal
Terminou em grande o ano para os Amigos Vale do Silêncio, que marcaram presença em grande número na S. Silvestre dos Olivais – afinal de contas jogávamos em “casa”... Foram mais de duas dezenas os inscritos que se preparavam para enfrentar uma corrida com “pneus de chuva”. Contudo, a chuvada que caiu com violência antes da prova parou antes da partida, o que apenas serviu para tornar o piso ‘mais rápido’. Pena que o nosso ilustre Gui tivesse chegado apenas em cima da hora. Sem possibilidade de obter o dorsal, acabou por desistir – nunca se desiste, amigo...
Seja como for, a prova correu bem à equipa e até aqueles que costumam sofrer com as suas “crónicas” mazelas (como eu), conseguiram dominar a subida da Av. Cidade de Luanda (a minha rua) e a impiedosa continuação até à descida do Shopping. Os “da frente” cumpriram, como sempre, a sua prestação de topo e o “pelotão” mostrou que já digeria bem as iguarias das festas. Foi mais uma prova clássica – a última do ano. Embora, ao regressar a casa, ainda ouvia alguns “maduros” a argumentar que “amanhã é dia da prova da Amadora”. Bom, mas isso já é outro campeonato...
Janeiro está já aí e, como sempre, o Joaquim Adelino mantém um ‘pleno’ de inscrições. É, por isso mesmo, um exemplo para todos. Se é a seguir? Claro. Só depende da capacidade e força de vontade. Terminamos desejando a todos os ‘Amigos’ um ano 2011 cheio de saúde e, claro, sem lesões graves. Um abraço especial para o ‘campeão’ João Vaz e os desejos de uma total e rápida recuperação. Até à próxima linha de partida, se não for antes, no ‘centro de estágio’ do Vale do Silêncio. Abraços.

Cronica Leonel Neves
A São Silvestre dos Olivais é, para muitos corredores, a última prova do ano. Os Amigos Vale Silêncio têm o privilégio, a honra e a vantagem de correr em casa. Quiçá por isso primam pela qualidade e quantidade de atletas presentes.
Para os Amigos que ainda não sabem onde é o Vale Silêncio aqui vai uma dica: no fim da primeira descida (2ª rotunda) e o início do aperitivo para o grande manjar que vem logo a seguir, manjar de difícil digestão, sem dúvida, mas que os Amigos tratam por tu, tal é a intimidade, mercê de uma amizade de longa data, a uns escassos quatrocentos metros, no sentido do aeroporto, fica o topo norte do Vale. Os antípodas deste ponto correspondem sensivelmente ao fim da grande subida, apelidada aqui de «grande manjar», como já se aperceberam.
Esta era uma oportunidade de ouro para os desconhecidos do Vale o conhecerem. Era, mas não foi. Apesar de nesta altura do ano não estar no seu máximo esplendor, apesar de a passarada, que tanta vida lhe dá com a sua cor, agradáveis, magníficas e hipnóticas melodias, àquela hora se encontrar abscôndita nos seus lares, não sendo por isso possível contemplá-la, vale sempre a pena visitá-lo, quanto mais não seja, para cumprimentá-lo.
Voltando à corrida e aos Amigos, aquela, sendo uma clássica, junta todos os anos grande quantidade atletas, e este ano não fugiu à regra. Correu dentro da normalidade, não merecendo da nossa parte quaisquer reparos; estes, os Amigos, como sempre, estiveram à altura dos seus pergaminhos, dando o seu melhor, honrando o clube que os acolhe.
A seguir, a classificação geral e os tempos:

Pedro Arsénio - 44º - 34m 48s
João Inocêncio – 51º - 35m 44s
Luís Santos – 69º - 35m 59s
Jorge Teixeira – 85º - 36m 59s
Tiago Silva – 126º - 38m 28s
Leonel Neves – 263 – 42m 26s
José Moga – 407º - 46m 02s
Armando Almeida – 467º - 47m 15s
José Jacob - 506º - 47'59s
Fernando Avelino – 551º - 48m45s
António Fernandes – 553º - 48m 48s
José Pereira – 573º - 49m 12s
Luciano Tomas – 727º - 52m 43s
Paulo Portugal – 820º - 54m 51s
José Silva – 755º - 53m 32s
Fernando Silva – 876º - 56m 32s
Joaquim Adelino – 890º - 65m55s
Afonso Pinto – 950º - 59m 05s
Emílio Gonçalves – 997º - 1h 01m 15s
Ricardo Nicolau – 1039 – 1h 05m

2 comentários:

jorge disse...

Foi com enorme prazer que organizei este artigo, 2 cronicas... porque não?
Duas pessoas diferentes mas o mesmo sentido de grupo e é no grupo que tudo faz sentido.
Fernando

joaquim adelino disse...

Ora bem, e está muito bem organizado.
Certamente ainda haverá por aí alguém com jeito para ajudar a enriquecer este espaço.
Ano Novo vida nova, não é? pode ser que seja agora.
Parabéns pelas crónicas, estão excelentes e eu pessoalmente agradeço a gentileza que o Paulo Portugal teve comigo (espero que não tenha a ver com o puchão de orelhas que ele levou no Terreiro do Paço, eheheh). A vida está difícil para todos e só desejo que os efeitos da crise não interfira com o desejo e o prazer que todos partilhamos na corrida e na nossa realização pessoal.