terça-feira, 8 de maio de 2012

Corrida D.Estefania



" Com uma cara agradável, apreceu este dia com sol desenvergonhado e temperatura amena. Apenas com a participação de três AVS's, chegados em momentos diferentes, e que se cruzaram apenas o possível para que cada um se munisse dos respectivos dorsais, a preparação para a prova decorreu sem incidentes.
Já o mesmo não se poderá invocar ao início da prova, que atrasou inexplicavelmente dez minutos.
Com um traçado bastante favorável, já que decorreu em terreno plano, de asfalto, com muita gente a participar em grande número na caminhada, a prova de 10 km apresentou uma modura humana mediana.
Tivessem os AVS apresentado os melhores trunfos, e teríamos certamente uma participação que daria cartas, provavelmente de ASES e Biscas. Aliás, os tempos realizados pelos melhores participantes estariam ao alcance dos nossos melhores atletas.
A motivação pela participação neste acontecimento é, antes de outra, mais uma em que fazemos o gosto ao dedo, que é como quem quer dizer, fazer o gosto à perna.
Contudo, à medida que o aglomerado de participantes aumentava, apercebiamo-nos em pormenor da grande razão desta CORRIDA D ESTEFANIA: aproveitar a comemoração do Dia da Mulher para chamar a atenção do mais que provável encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, bem como da quase garantida integração do Hospital da Estefania no futuro Hospital de Todos os Santos.
Sem querer entrar na disputa da demagogia política, tal como na dos interesses instalados no ramo da Saúde, encaro que a nossa participação é reveladora de alguma sensibilidade e preocupação por este tema.
Aos vários níveis da Saúde, reconhecemos que o seu sistema deverá ser sensato e, sobretudo,rigoroso, no que concerne aos gastos dos cofres do contribuinte.
Contudo, ele nunca poderá ser desviado do interesse maior de todos os seus utentes, e é só para eles que o Sistema de Saúde faz sentido.
Entendo o argumento da rentabilização dos recursos, tanto imobiliários, como equipamentos, e humanos. Nunca podemos perder de vista o objectivo principal que é a essência do serviço prestado, em defesa da qualidade da saúde dos portugueses. Para rematar este tema, pedimos que as decisões sejam sensatas.
Esta é a minha participação quanto a esta corrida e a este tema.
 Texto: Luciano Tomás

Quanto à participação desportiva, ficam os resultados dos nossos atletas:
Luciano Tomás - 44m 22s - 8º(Esc) 60º Geral
Carlos Costa -     51m 06s    - 23º -    190º
Bernardo Gomes - 1h 12m 00s - 139º -  393º

Meia Maratona Setúbal
143º-Marco Melo 1h29'24
175º-Joaquim Belo 1h31'43
706º-Emilio Gonçalves 2h06'49

sexta-feira, 4 de maio de 2012

1º Maio


Após uma prova do 25 de Abril e, de permeio, um grande número de atletas nossos estiveram envolvidos numa sempre tentadora CORRIDA DO BENFICA.
Passados dois dias, novo desafio foi afrontado por uma comitiva sossegada mas nada silenciosa, dos AVS, neste primeiro dia de Maio.
O clima era entre  participantes, animado, um pouco de acordo com o outro clima, esse atmosférico, que prometia um dia agradável.
Puro engano este, que aos poucos se foi tornando mais desagradável, a pontos de se transformar numa chuva geladíssima e cortante nos primeiros quilómetros da corrida.
Foi graças ao aparecimento do Duque de Saldanha que a jornada em curso foi melhorando, permitindo que visitássemos o Marquês de Pombal já com o céu menos carregado.
Dando os bons dias a quem implementou aquela avenida rectilínea e cheia de árvores frondosas, recordámos ao fundo, os heróis da Restauração da Independência, algures antes daquela Praça de D Pedro IV, e que nos presenteou com uma calçada à portuguesa algo irregular.
Curto foi o tempo para dar a volta por S. Julião, momento de viragem no ritmo da corrida.
A partir daqui, iniciou-se uma escalada lenta e longa. Foi D João I quem nos desejou uma subida agradável, até atingirmos a real Praça do Areeiro, hoje denominada de "Sá Carneiro", não sem antes termos dito adeus ao Intendente Pina Manique. Pelo meio, ainda pudémos recordar a história de Fernão de Magalhâes, na genéricamente conhecida de Praça do Chile.
((Navegou sob as bandeiras de Portugal ( 1505-1512 )e Espanha (1519-21) e é considerado por muitos, como o maior navegador de todos os tempos.Ainda há poucos anos, foi homenageado pela NASA, que enviou ao espaço uma nave com o seu nome.
Além de Vasco da Gama, Fernão de Magalhães é o único português a figurar na lista das cem figuras mais importantes do último milénio, de acordo com um inquérito internacional da revista Life.
Em 1505 alistou-se na armada de Francisco de Almeida, partindo de Lisboa em 25 de Março. Lutou na batalha naval de Cannanor onde parece ter sido ferido. Tomou parte na grande batalha de Diu, na conquista da Malaca e das Molucas.

Em 1512 regressou a Lisboa combateu em Azamor, e em 1514 pediu a D. Manuel I um aumento dasua pensão. Como o rei tinha recebido informações de conducta irregular de Fernão de Magalhães no cerco de Azamor, recusou o seu pedido e reenviou-o para Marrocos. Magalhães volta a renovar o pedido em 1516, mas D. Manuel I volta a recusar e demite-o dos seus serviços.))
 
 
Mais duro que os outros, foi o osso a roer desde a Alameda do primeiro rei, até ao dito Areeiro. Daí até à meta, foi o aguentar e resistir a algum cansaço que se foi apoderando da massa muscular que tanto trabalho vem dando ao longo dos tempos.
Rejuvenecedor foi o bocadinho a seguir à passagem da meta, quando nos encontrámos diversos AVS, entretendo-se a comentar as diversas peripécias do evento.
Permitam-me apenas uma referência pessoal, para o nosso amifo Fernando Avelino que, vindo de uma paragem forçada prolongada, aí o temos de regresso, com prestações brilhantes para o momento.
E assim se fez mais uma prova, mais um desafio, e dali saíu a garantia de que, volvidos alguns dias, nos reencontraremos.
 
Não querendo produzir aqui um roteiro da História de Portugal, pretende-se evocar valores que se foram aglutinando ao longo dos tempos, e que deram e continuarão a dar os condimentos do carácter da sociedade portuguesa.
 
Talvez assim, consigamos entender porque ciclicamente nos deparamos com as crises financeiras e bancas rotas. É o que relata a nossa história........
Texto: Luciano Tomás

Resultados
109º-Luís Santos 58'13
287º-Leonel Neves 1h04'26
292º-Rui Figueiredo 1h04'30
309º-Luís Ferreira 1h04'59
328º-Manuel Chinita 1h05'20
347º-Nuno Martins 1h05'40
378º-António Coelho 1h06'06
432º-Filipe Ramalho 1h07'26
467º-João Inocêncio 1h08'10
485º-Luciano Tomás 1h08'51
531º-Fernando Silva 1h09'30
568º-Hernâni Monteiro 1h10'09
666º-António Fernandes 1h11'34
757º-Joaquim Damas 1h13'30
892º-André Santos 1h15'51
893º-José Jacob 1h15'51
954º-Joaquim Gomes 1h17'46
988º- Carlos Costa 1h18'01
1174º-José Rebocho 1h23'15
1277º-Paulo Portugal 1h27'00
1331º-Guy Casimiro 1h30'45
1347º-Joaquim Adelino 1h31'55
Por Equipas 33º em 119 equipas presentes

quinta-feira, 3 de maio de 2012

7ª corrida do Benfica


A multidão numerosa e compacta que se juntou à volta do Estádio da Luz na manhã
de vinte e nove de Abril era suscetível de levar os menos informados que passassem por ali a
pensar que estava prestes a realizar-se um importante jogo de futebol. Homens, mulheres e
crianças de todas as idades, de fatos de treino, de t-shirts e calções davam um tom colorido à
paisagem envolvente.
Muitos aproveitaram o ensejo para posarem junto da estátua do Pantera Negra, verem
as lojas, tomarem café, comerem um bolo, apreciarem o imponente estádio por dentro. Os
benfiquistas, orgulhosos, diziam de si para si e para os amigos que não havia estádio tão
bonito como aquele; enquanto os portistas, os sportinguistas e outros, diziam que não era
assim tão bonito como o queriam pintar, que ficava muito aquém em estética e em tamanho
do que alguns imaginavam.
Simpatias clubísticas à parte, todos contribuíram para um ambiente de festa desportiva.
Não se viu nem ouviu a ave mais famosa daquele habitat, mas sentiu-se a sua presença.
O seu espírito pairava sobre as cabeças benfiquistas. A essa hora ainda se acreditava num
milagre.
O São Pedro, que não deve gostar nada do vermelho, talvez por ser a cor do diabo,
ia estragando a festa. Os primeiros a chegar já tinham feito a descompressão e mudado
de roupa, quando a chuva começou a cair, primeiro, suavemente, depois, com alguma
intensidade. Os atletas, uns, aparavam-na sem a evitar, caminhando devagar sob a mesma,
outros, corriam para os carros, para debaixo de qualquer coisa onde ela não entrasse.
Os amigos Vale Silêncio tiveram, como sempre, antes e depois da prova, o seu momento
de convívio. Posaram para a câmara da amiga Gabriela, cujas fotos foram direitinhas para o
facebook, conversaram, sorriram com as piadinhas saudáveis uns dos outros, até porque era
o dia mundial do sorriso, previram tempos da prova. No final todos estavam contentes com o
resultado. Mais do que contente estava o amigo Armando Almeida que, após quatro longos
meses de ausência, fez uma grande prova.
Aqui vão os tempos e as classificações dos atletas presentes:
Texto: Leonel Neves

João Inocêncio – 28º na geral – 4º no escalão – 34,12
Tiago Silva – 183º - 99º - 40,12
Rui Figueiredo – 311º - 170º - 42,57
Leonel Neves – 349º - 16º - 43,35
Filipe Ramalho – 407º - 211º - 44,19
José Jacob – 677º - 85º - 47,05
Hernâni Monteiro – 689º - 361º - 47,16
António Fernandes – 701º - 35º - 47,19
Joaquim Damas – 1103º - 64º - 50,19º
Jorge Lourenço – 1222º - 160º - 51,20
Armando Almeida – 1282º - 107º - 51,46
António Martinho – 1744º - 103º - 55,02
José Moga – 1760º - 145º - 55,10
Ricardo Nicolau – 1881º - 913º - 57,13
Carlos Costa – 2191º - 132º - 58,26
Paulo Portugal – 2253º - 269º - 58,57
José Rebocho – 2421º - 143º - 1,00,40

domingo, 29 de abril de 2012

Corrida da Liberdade


Num dia que ABRIL nos prendou com mais um 25 a comemorar, agarrámos o pretexto de mais  uma prova, desta vez, mais comemoração que prova, mais treino do que corrida.
 
Importante se nos afigura falar um pouco deste dia, não para entrarmos em mais um folclore de FERIADOS, mas para aproveitar esta oportunidade que a nossa geração tem de falar sobre o que cada um sente, do que viveu antes, durante e após este dia de 1974.
Permitam-me que a abordagem deste evento comece pelo lado ideológico, e não apenas de cariz desportivo.
Não se pretende ser esta uma lição de História, nem, menos ainda um sentimento de paternalismo barato, mas tão só a possibilidade de poder, de algum modo dizer o que este dia mudou as nossas vidas, a partir de então.
Se nos encontrámos ali, naquele Quartel, no dia de hoje, isso só foi possível porque aconteceu ABRIL.
No que me diz respeito, olhando para trás, não me perdoaria a mim próprio não aproveitar este ensejo de extravasar e dar a conhecer sentimentos de regozijo pelo facto de ter nessa altura dezassete anos, de ter nesse momento, noções mínimas de política, de ter pela minha frente uma vontade de singrar e de vencer obstáculos que nessa altura não afiguravam fáceis de vencer.
 
Decisivo se torna dizer às gerações seguintes, que não sntiram, e provavelmente alguns não sentem a diferença em ter vivido antes deste dia, e não ter vivido nessa altura.
é aqui que eu quero dizer, não pretendendo moldar ou manipular ninguém, que estes acontecimentos longínquos alteraram os nossos dias de ontem, de hoje, e todo o nosso futuro, mas de todos.
Estou a escrever livremente este texto por que aconteceu ABRIL, não necessito sussurrar ao ouvido dos meus amigos por que nos é , desde essa altura, possível abrir a nossa boca e expressar, alto e bom som, o que nos deu este dia, o que a geração dos meus pais lucrou com a mudança, o que a minha geração pôde crescer individual e coletivamente, sem que houvesse o travão da desgraça permanente a dizer que filho de pobre continua pobre, que filho de não alinhado continua a ser vigiado, e que filho de protegido do regime continua a ter todo o campo livre para dominar e humilhar quem não tem acesso às mesmas armas para ser feliz e poder crescer de forma autónoma.
Mas sobretudo, não calo o benefício que é para a geração dos meus filhos poder passar a desfrutar desta liberdade de  poder SER, de poder PENSAR  de forma autónoma, de poder expressar a revolta de os políticos não terem sabido ou em alguns casos, querido aproveitar o espírito do Movimento de ABRIL, de serem oportunistas, insensatos, demagogos.
Mas isso podemo-lo agora clamar sem que tenhamos que olhar para o lado par ver quem pode estar a escutar, por vezes coisas patéticas, outras vezes coisas injustas, ainda também frases inconvenientes para a grande maioria agora dominante, mas certamente também, outras que farão a diferença para podermos moldar o mundo, na pequeníssima possibilidade que nos é possível intervir.
Mais me toca recordar, através de um filme documentando como foi possível concretizar este dia que, passados 38 anos, mais actual se torna a motivação dos capitâes de Abril.
E é à geração dos meus filhos que eu quero acentuar que eles não necessitam de se esconder para falar o que pensam, que se podem revoltar com quem têm razão para a revolta, que podem projectar um futuro diferente, porque sem o 25 DE ABRIL, isso agora é possível, e eles não sentiram que antes não era possível.
Por isso, valeu a pena a forma generosa como os militares pensaram e concretizaram ABRIL. Aos políticos, salvo honrosas excepções, não consigo afirmar o mesmo.
Já agora que me esquecia que tivémos uma prova, convém referir que os AMIGOS DO VALE DO SILENCIO compareceram em massa, proporcionando uma salutar cavaqueira, um gosto por estarmos mais uma vez juntos,  se com uma sempre agradável largada de pombos se deu início aos 10 650 metros, até à Praça dos Restauradores.
Dá especial prazer ver tanta gente participar neste evento, não estando lugares em disputa, medalhas em causa.
Mas tanta gente lá estava para comemorar ABRIL.
Texto:Luciano Tomás
Para a historia fica um recorde de participação, não havendo uma classificação oficial aqui ficam os nomes: Luís Santos,Rui Pacheco,João Inocêncio,Tiago Silva,Manuel Chinita,José Moga,António Fernades,Fernando Avelino,Marco Melo,André Santos,José Jacob,Emilio Gonçalves,António Coelho,Leonel Neves, Guy Casimiro, Filipe Ramalho,Paulo Barbeito,Jorge Lourenço, Jorge Teixeira, Rui Figueiredo,Nuno Martins,Luciano Tomás,Joaquim Damas,Joaquim Gomes,Paulo Portugal,Joaquim Belo,José Rebocho

Nota Editor: Queria pedir desculpa ao Luciano e a todos amigos pelo atraso na publicação do artigo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

20 km Estoril,Lisboa


O anúncio foi feito na véspera: sete e vinte no Parque Urbano. Para o restante pessoal, oito horas na estação de comboios de Belém. Não havia dúvidas, a mensagem era clara.
Faltavam dez pràs oito, atravessava eu, vagarosa e pensativamente o lindo jardim de Belém, quando a chuva resolveu brindar os transeuntes que àquela hora matutina andavam por ali a deambular.
Não é que eu não goste da chuva, pelo contrário, e sei que nesta altura faz muita falta, mas não estava minimamente interessado em ficar encharcado, por isso dei uma corrida até à estação. Ainda apanhei alguma. Vinha tocada a vento. Era fria.
Enquanto esperava pelos meus companheiros entabulei conversa com um atleta que aguardava a chegada do comboio. Entretanto apareceu o amigo Luciano. O comboio não tardou a chegar. Ao mesmo tempo que o comboio chegou o Paulo Portugal, com a língua de fora, por ter feito uma corrida para o apanhar. 
Não, não podemos ir neste, o resto do pessoal ainda não chegou, dissemos ao amigo acabado de chegar.
Passado um bocado apareceram o Luís Ferreira e o Chinita e dez minutos depois os demais.
Chegámos ao local da partida, o bonito jardim do Casino Estoril, a horas de verter águas e de fazer o aquecimento.
Ainda era cedo para jogar poker, brincar às fortunas, tentar a sorte nas máquinas, visitar a Galeria de Arte, ver um espectáculo, almoçar no restaurante.
À hora prevista foi dado o sinal de partida.
O percurso é bom, tem algumas subidas ligeiras, o resto é plano. É agradável. Dum lado, vivendas bonitas e opulentas, do outro, a água calma, prateada, esverdeada, cinzenta do mar. Vê-se um barco de pesca aqui, outro ali. Junto à praia rochas meias destapadas pela água parecem dorsos de baleias no alto mar. As praias e as esplanadas dos restaurantes estão quase desertas. Alguns surfistas de prancha debaixo do braço caminham na areia, outros estão dentro de água à espera duma onda. Distante dali, a ponte sobre o Tejo e o Cristo Rei aparecem no horizonte, dando aos atletas indicação da meta. Vistos àquela distância parecem intangíveis, mas à medida que os quilómetros vão ficando para trás essa sensação vai-se esmaecendo.
A meta finalmente foi alcançada. Mais uma prova a contar para o currículo e para o ranking interno fica registada. Vinte quilómetros vão mexer inevitavelmente na classificação. Uns vão descer outros vão subir. Eu espero subir um ou dois lugares, vamos ver.
A nossa participação foi em grande número e em qualidade. O 6º lugar do Inocêncio, o 7º do Pacheco e o 16º do Luís Santos são dignos de menção, aliás, são todos, desde o primeiro ao último. Estamos todos de parabéns.
 Resultados 20 km Estoril, Lisboa
6º-João Inocêncio 1h10'42
7º-Rui Pacheco 1h10'50
16º-Luís Santos 1h16'26
55º-Luís Ferreira 1h26'01
57º-Manuel Chinita 1h26'01
71º-Joaquim Belo 1h27'36
103º-Leonel Neves 1h29'57
114º-Pedro Marques 1h31'22
147º-Luciano Tomás 1h34'46
180º-Fernando Silva 1h37'30
242º-Fernando Avelino 1h40'20
292º-Joaquim Gomes 1h43'48
500º-Paulo Portugal 2h04'48


G.P. Bobadela, 6,8 km(classificação por escalão)
11º António Fernandes 30'40
11º-José Moga 30'40

2º Ultra traill Sesimbra, 50 km
130º-Joaquim Adeleino 7h55'

domingo, 8 de abril de 2012

Uma Feliz Páscoa

Desejamos a todos amigos uma Páscoa muito feliz na companhia de quem mais gostamos

terça-feira, 3 de abril de 2012

30ª Corrida dos Sinos e 9ª Corrida de Solidariedade


Ao chegar a Mafra, 1 de Abril, dia de enganos, a presença da autoridade nos cruzamentos era um sinal de que algo ali ia acontecer. Quem não estivesse ao corrente do evento que ia ter lugar ficava a pensar no que seria. Quem não tinha dúvidas eram os atletas, os milhares de atletas que iam participar na 30ª Corrida dos Sinos. Destes quem desconhecesse o local da prova perguntava ao agente da autoridade: senhor agente para a corrida dos sinos, por favor? Por ali, respondia sorridente o simpático guarda.
A chuva ameaçou e cumpriu. Estava na altura de os corredores se equiparem e de fazerem o aquecimento. Uns, dizendo que chuva civil não molha militar avançaram intrepidamente contra as grossas gotas de água que caíam dos céus; outros diziam, já temos as camisolas já podemos ir embora; outros diziam ainda, temos tempo, a chuva não tarda vai parar. E não é que parou mesmo!
O percurso da corrida este ano sofreu uma ligeira alteração. Nos anos anteriores passava em frente do convento; este ano deu a volta ao convento, passando pela parte militar. Não sei o que os demais teriam pensado, eu gostei. Lembrei-me dos tempos em que por ali passei de mochila às costas, de G3 na mão.
Perto do ponto de retorno, ao pé do moinho, costumava estar uma banda de música a animar os corredores. Infelizmente este ano não estava lá. Talvez por causa da tão falada e real crise. Foi pena. Eu e muitos íamos a contar com ela.
Os Amigos vale Silêncio marcaram presença em força. Nada mais nada menos que dezasseis atletas. Com alguns craques ausentes conseguiram o 12º lugar por equipas. Por dois lugares não deu direito a uma taça. Embora isso não tenha assim tanta importância, afinal quando as ganhamos até nos esquecemos de as receber. A convivência entre os amigos e conhecidos e o prazer de correr é que é importante.
Mas o Clube esteve representado noutra frente de combate, a saber, a 9ª Corrida de Solidariedade ISCPSI/APAV, com o Luís Santos à cabeça e dois estreantes com a camisola do Clube, o Rui Almeida e o Jorge Rodrigues. Bem-vindos ao clube.

Resultados da Corrida dos Sinos.
26º-João Inocêncio 52'35
47º-Paulo Povoa 55'12
104º-Eurico Charneca 59'02
237º-Marco Melo 1h04'32
???- Joaquim Belo 1h04'32
261º-Leonel Neves 1h05'07
517º-Fernando Silva 1h10'48
552º-Atónio Fernandes 1h11'45
???- Luciano Tomas 1h12'31
743º-Filipe Ramalho 1h16'19
762º-Hernani Monteiro 1h16'46
858º-Fernando Avelino 1h18'15
875º-Joaquim Gomes 1h19'01
998º-Emilio Gonçalves 1h22'38
1094º-Ricardo Nicolau 1h26'30
1163º-José Rebocho 1h30'27

Resultados da Corrida Solidariedade da ISCPSI/APAV
Rui Almeida 39'26
Jorge Rodrigues 45'40
Luis santos correu com outro nome e por outro grupo, mas fica para a historia 36'00