terça-feira, 6 de março de 2012

Corrida da Arvore


Quando o meu amigo Moga e eu chegámos ao local da partida já se encontrava aí o nosso querido amigo Tó Zé. Madrugou mais que nós. Era tão cedo que não havia ainda sinais da prova. Meia dúzia de viaturas estacionadas e outra meia de atletas era normal para qualquer manhã de qualquer domingo, naquele lugar.
Dirigimo-nos para a chegada, que este ano não coincidiu com a partida, a fim de levantarmos os dorsais. O movimento ali já era de prova, embora houvesse ainda pouca gente. Neste momento deviam ser oito e meia, um quarto pràs nove. A prova começava às dez.
Aconteceu uma coisa, no mínimo, risível. Estávamos os três e o Afonso da Açoriana a conversar. Chega-se ao pé de nós um indivíduo jovem, vinte e tal anos, cabelo à escovinha. Pensando que era um dos nossos perguntei-lhe o nome. O Tó Zé, que estava com os dorsais na mão, disse: não, tu não constas da lista. Estupefacto, o jovem disse que estivera a ver a relação dos inscritos no blogue do clube e que o seu nome constava lá. Deve ter havido alguma troca, aventámos. O Tó Zé pega no telemóvel e toca de ligar para quem de direito, o Mister Fernando. Só que o Mister tinha o telemóvel desligado. Bom, disse o Tó Zé, vamos ali ver se houve alguma troca de última hora. Nada de trocas. As inscrições estavam certas. Sem correr, amigo, não ficas, continuou o Tó Zé, e, de imediato, foi fazer a inscrição daquele suposto AVS. Quem vai pagar a inscrição?, perguntei. Ele, respondeu o Tó Zé. Eu não costumo pagar, mas se tiver de ser…, disse o sujeito. Não costuma pagar!?, questionei. Não, estou inscrito no clube e…, continuou. Nós também…, informei. E pronto, tirando a questão de quem pagaria aquela inscrição, o assunto estava arrumado, ninguém correria sem dorsal. Os AVS são assim. Fomo-nos equipar. Passado um bocado aparece o dito cujo junto de nós com a camisola da Açoriana vestida. Olhámos uns para os outros. Sorrimos. Estava o mistério desvendado. E agora?, disse o jovem. Agora, respondemos, vá à procura de alguém que tenha uma camisola igual a essa, que devem andar à sua procura, e boa prova. A nossa camisola é azul e diz AVS.
O dia estava bom, nem frio, nem vento, e o sol raiou antes da partida. Depois escondeu-se atrás das nuvens escuras para voltar aparecer mais tarde.
O percurso não é fácil. Uma subida ligeira, duas assim-assim e duas descidas bem inclinadas. Mas é bastante agradável.
A equipa esteve representada pelos seguintes elementos cuja classificação e tempos são os que a cada um se indicam:
Texto:Leonel Neves
Joaquim Belo – 66 -43:12
Leonel Neves – 94 – 44:22
António Coelho – 160 – 46:34
Luciano Tomás – 250 – 48:50
António Fernandes – 374 – 51:10
José Moga – 375 – 51:10
Carlos Costa – 571 – 54:50

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